Energia solar para condomínio: como funciona o rateio e quanto reduz a taxa
Energia solar em condomínio funciona de duas formas: o sistema alimenta as áreas comuns (elevadores, bombas, iluminação, portaria, piscina), reduzindo a conta que entra no rateio de todos; ou, além disso, os créditos são divididos entre as unidades que aderirem, no modelo previsto na Lei 14.300 para empreendimentos com múltiplas unidades. Em condomínios com conta de áreas comuns de R$ 3 mil a R$ 15 mil por mês, o sistema costuma se pagar em 3 a 5 anos e reduz a taxa de forma visível.

O caminho passa por assembleia, projeto e Cemig. Veja como estruturar.
1. Áreas comuns primeiro: o ganho mais simples
A conta das áreas comuns é paga por todos os condôminos via taxa. Um sistema dimensionado para ela é o caso mais simples: uma única unidade consumidora (a do condomínio), consumo previsível e com bastante carga diurna (bombas, elevadores, portaria, iluminação de garagem), o que reduz o Fio B. Em condomínios de casas, o clube, a piscina e a iluminação das ruas são as cargas principais.
A obra mais parecida que temos é o comércio em Bom Repouso: 17,36 kWp sobre laje, num imóvel trifásico, com a conta caindo de R$ 2.090,81 para cerca de R$ 120,00 por mês. Num condomínio o porte costuma ser maior e o orçamento é sob medida, mas a lógica é a mesma: quanto mais consumo de dia, menos Fio B; retorno em cerca de 4 anos. Depois disso, a taxa de condomínio cai de forma permanente.
2. Rateio para as unidades: o modelo de múltiplas unidades consumidoras
Se o telhado ou o terreno comportam mais do que as áreas comuns precisam, o condomínio pode instalar um sistema maior e ratear os créditos entre as unidades que aderirem. Cada unidade recebe um percentual definido, que aparece como crédito na sua própria conta da Cemig. As unidades que não aderirem não participam do investimento nem do crédito.
O processo: levantamento de consumo das áreas comuns e das unidades interessadas; projeto; aprovação em assembleia (quórum conforme a convenção); definição da forma de pagamento (fundo de reserva, rateio extra, financiamento PJ em nome do condomínio); homologação na Cemig com o cadastro das unidades beneficiárias e percentuais.
3. Onde instalar e o que costuma travar
Prédios: laje ou cobertura. Condomínios de casas: telhado do clube, da portaria, do salão, ou estrutura em solo em área verde. Estacionamentos cobertos com placas (carports) são uma ótima opção em condomínios de casas.
O que trava: convenção que exige unanimidade para obras; conflito sobre quem paga e quem recebe; laje sem capacidade de carga ou impermeabilização vencida (precisa avaliação estrutural); e quadro de energia das áreas comuns antigo, que exige adequação. Um bom projeto resolve tudo isso antes da assembleia, com números claros para cada cenário.
Como a Sollivre resolve isso
A Sollivre faz o estudo completo para condomínios de Ouro Fino e do Sul de Minas: levantamento das contas, proposta em dois cenários (só áreas comuns / áreas comuns mais rateio), material para apresentar em assembleia, projeto, homologação com o cadastro das unidades e instalação. O síndico recebe um documento que responde às perguntas que os condôminos vão fazer, com o retorno calculado com Fio B e tarifa de disponibilidade.
Síndico ou conselheiro: mande a conta das áreas comuns no WhatsApp e receba o diagnóstico gratuito.
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Perguntas rápidas
Energia solar reduz a taxa de condomínio?
Sim. O sistema reduz a conta das áreas comuns, que é paga por todos via taxa. Em condomínios com conta de R$ 3 mil a R$ 15 mil por mês, o retorno costuma ficar entre 3 e 5 anos.
Precisa de aprovação em assembleia para instalar energia solar no condomínio?
Sim. A instalação é uma obra em área comum e o investimento envolve os condôminos; o quórum depende da convenção do condomínio.
Os moradores podem receber crédito na própria conta?
Sim, pelo modelo de múltiplas unidades consumidoras da Lei 14.300: os créditos são divididos por percentuais entre as unidades cadastradas na homologação.