Energia solar para ar-condicionado: quantas placas e como aproveitar ao máximo
Um ar-condicionado de 9.000 BTU inverter consome de 60 a 120 kWh por mês se usado 8 horas por dia, o que pede de 1 a 2 placas solares. Um de 12.000 BTU, de 90 a 160 kWh (2 a 3 placas); um de 18.000 BTU, de 130 a 230 kWh (2 a 4 placas). A conta exata depende das horas de uso, da temperatura escolhida e do isolamento do cômodo. E o ar-condicionado usado durante o dia é um dos melhores casos de uso para energia solar: consome exatamente quando o sistema gera.

Se o ar-condicionado é o que pesa na sua conta, energia solar costuma ser a resposta. Veja os números.
1. Quanto consome cada aparelho, de verdade
A potência elétrica de um ar-condicionado é bem menor do que os BTUs sugerem: um 9.000 BTU inverter puxa de 0,4 a 0,9 kW dependendo do momento; um 12.000, de 0,6 a 1,2 kW; um 18.000, de 0,9 a 1,8 kW. Aparelhos inverter modulam e consomem menos em regime; os convencionais (liga-desliga) gastam de 30% a 40% a mais.
Regra prática para o consumo mensal: potência média (kW) × horas por dia × 30. Um 12.000 inverter a 0,8 kW, 8 h por dia: 0,8 × 8 × 30 = 192 kWh, na prática algo entre 120 e 160 kWh porque o inverter reduz quando atinge a temperatura. Dois quartos com ar ligado à noite e uma sala de dia somam facilmente 300 a 400 kWh por mês, ou R$ 300,00 a R$ 420,00 na Cemig.
2. Dia ou noite: a diferença que o Fio B criou
Ar-condicionado usado de dia (home office, sala, comércio, escritório) consome a energia na hora em que ela é gerada: não passa pela rede, não paga Fio B, aproveita 100%. É o cenário em que cada placa rende mais.
Ar-condicionado usado à noite (quartos) usa energia da rede, abatida pelos créditos gerados de dia, que pagam Fio B (60% em 2026). Ainda compensa, mas cada kWh vale cerca de 15% a 18% menos. Um sistema dimensionado para uma casa que liga três aparelhos à noite precisa ser um pouco maior do que a conta simples sugere, e o diagnóstico precisa considerar isso.
3. Como dimensionar e como reduzir o consumo antes
Some o consumo de todos os aparelhos ao consumo normal da casa (a conta de luz de verão já mostra o total real). Divida por 115 para ter a potência em kWp. Para uma casa com 400 kWh de base mais 300 kWh de ar-condicionado no verão, o sistema fica em torno de 5 a 6 kWp (8 a 10 placas), dimensionado pela média anual, não pelo pico de janeiro; os créditos do inverno cobrem o verão.
Antes de aumentar o sistema, reduza o consumo: aparelhos inverter, temperatura em 23°C a 24°C (cada grau abaixo custa de 5% a 8%), cortinas e vedação de portas, limpeza dos filtros, e uso do modo programado para desligar de madrugada.
Como a Sollivre resolve isso
No diagnóstico da Sollivre você informa quantos aparelhos de ar-condicionado tem e em que horário usa, e o dimensionamento considera o autoconsumo real: ar de dia conta como consumo instantâneo, ar de noite como crédito com Fio B. Somos de Ouro Fino, no Sul de Minas, e dimensionamos para a média do ano, para o sistema nem faltar no verão nem sobrar o resto do tempo.
Mande sua conta de luz de janeiro ou fevereiro (a mais alta) e a de junho no WhatsApp. O diagnóstico é gratuito.
Quer ver isso aplicado ao seu caso? A simulação gratuita calcula em 20 segundos, sem cadastro — e a página de energia solar residencial mostra o que está incluído em cada projeto.
Leia também: quantas placas · a partir de quantos kWh.
Perguntas rápidas
Quantas placas solares para um ar-condicionado?
De 1 a 2 placas para um 9.000 BTU inverter usado 8 horas por dia; 2 a 3 para um 12.000; 2 a 4 para um 18.000. Depende das horas de uso e da temperatura.
Energia solar compensa para quem usa muito ar-condicionado?
Sim, e é um dos melhores casos, principalmente se o uso for durante o dia, quando a energia é consumida na hora e não paga Fio B.
Posso ligar o ar-condicionado direto na placa solar?
Não da forma convencional. As placas alimentam o inversor, que alimenta toda a casa pelo quadro; o ar-condicionado usa essa energia como qualquer outro aparelho.