A partir de quantos kWh compensa energia solar?
Energia solar compensa, em geral, a partir de 200 a 250 kWh por mês, o que corresponde a uma conta de luz de cerca de R$ 220,00 a R$ 270,00 na Cemig em 2026. Abaixo disso, a tarifa de disponibilidade (o mínimo que toda casa paga) e o Fio B consomem uma fatia grande do ganho e o retorno passa de 7 ou 8 anos. Acima de 300 kWh, compensa com folga.

Não existe um número mágico, porque depende do padrão de entrada e de como você consome. Mas estes três pontos deixam a resposta bem clara.
1. O que é a tarifa de disponibilidade e por que ela define o mínimo
Toda unidade consumidora paga um valor mínimo mesmo que não consuma nada da rede: 30 kWh no padrão monofásico, 50 kWh no bifásico e 100 kWh no trifásico. Com energia solar, esse mínimo continua sendo cobrado. Então, se a sua casa consome 150 kWh no padrão bifásico, o sistema só pode "economizar" 100 kWh, e o investimento fica proporcionalmente caro para o que ele devolve.
É por isso que uma casa trifásica com consumo baixo é o pior caso: 100 kWh de mínimo em uma conta de 250 kWh deixa pouco espaço para economia. Nesse cenário, às vezes vale mais a pena rever o padrão do que instalar o sistema.
2. Faixas de consumo e o que esperar em cada uma
Até 150 kWh (conta abaixo de R$ 170,00): o retorno é mais longo, passando de 8 anos, mas pode compensar; o diagnóstico mostra o número.
150 a 250 kWh (R$ 170,00 a R$ 270,00): zona cinzenta. Compensa se o padrão for monofásico, o telhado for bom e você consumir bastante de dia. Retorno de 6 a 8 anos.
250 a 500 kWh (R$ 270,00 a R$ 530,00): compensa bem. É a faixa mais comum das casas do Sul de Minas. Retorno de 4 a 6 anos.
Acima de 500 kWh (mais de R$ 530,00): compensa muito. Quanto maior o consumo, mais diluídos ficam o mínimo e os custos fixos do sistema. Retorno de 3 a 5 anos.
Lembre-se de que o consumo mensal está na sua conta de luz, na linha "consumo kWh". Use a média dos últimos 12 meses.
3. O modo de consumir pesa tanto quanto o quanto você consome
Desde a Lei 14.300, a energia que você usa na hora em que é gerada vale mais do que a que você injeta na rede e recebe de volta como crédito, porque sobre a injetada incide o Fio B (60% em 2026). Uma casa que fica vazia de dia e liga tudo à noite injeta quase toda a geração e aproveita menos. Uma casa com gente durante o dia, ou um comércio, consome na hora e aproveita mais.
Dicas simples aumentam o autoconsumo: programar máquina de lavar, bomba de piscina e aquecimento de água para o horário de sol, e usar o ar-condicionado de dia. Isso pode reduzir o Fio B pago em 20% a 30%.
Como a Sollivre resolve isso
O diagnóstico da Sollivre aplica exatamente esses critérios ao seu caso: padrão de entrada, consumo médio, tipo de imóvel e perfil de uso. Se o resultado indicar que o retorno passa de 8 anos, informamos que não compensa e sugerimos o que fazer (às vezes é esperar o consumo crescer, às vezes é ajustar o padrão). Somos de Ouro Fino, atendemos o Sul de Minas.
Mande sua conta de luz no WhatsApp e veja se o seu consumo compensa. Gratuito.
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Leia também: taxa mínima Cemig · vale a pena.
Perguntas rápidas
Energia solar compensa para conta de R$ 200,00?
Depende do padrão. No monofásico, com bom telhado, pode compensar com retorno de 6 a 8 anos. No trifásico, o mínimo de 100 kWh consome boa parte do ganho: o retorno é mais longo, mas pode compensar; o diagnóstico mostra o número.
Energia solar vale a pena para quem paga R$ 300,00 de luz?
Sim. Uma conta de R$ 300,00 (≈ 285 kWh) pede 3 a 4 placas de 620 W, de R$ 8.052,00 a R$ 9.638,00 pela tabela da Sollivre, com retorno em torno de 4 a 6 anos.
Qual o consumo mínimo para instalar energia solar?
Tecnicamente não há mínimo, mas financeiramente o sistema costuma compensar a partir de 200 a 250 kWh por mês, dependendo do padrão de entrada.