Créditos de energia da Cemig: como funcionam para quem tem energia solar
Os créditos de energia funcionam assim: toda energia que o seu sistema solar injeta na rede da Cemig é medida pelo medidor bidirecional e vira crédito em kWh. Esses créditos abatem o consumo que você tira da rede à noite e nos dias de pouco sol, valem por 60 meses e podem ser usados em outras unidades do mesmo CPF ou CNPJ na área da Cemig. O que sobra em um mês fica guardado para os próximos.

É o mecanismo que faz a energia solar funcionar sem bateria. Veja como ele aparece na sua conta e quais são as regras.
1. Como o crédito é gerado e como aparece na fatura
O medidor bidirecional registra dois números: energia consumida da rede e energia injetada na rede. A Cemig faz a compensação: do consumo, desconta a injeção do mês. Se injetou mais do que consumiu, a sobra vira saldo de créditos. Se consumiu mais, usa o saldo acumulado; se não houver saldo, cobra a diferença.
Na fatura da Cemig, isso aparece em linhas como "energia injetada", "energia compensada" e "saldo de créditos" (o nome exato pode variar com o modelo de fatura). Você também acompanha pelo aplicativo da Cemig e, com mais detalhe, pelo aplicativo do inversor, que mostra a geração em tempo real. Uma dica: a geração do inversor é sempre maior do que a injeção na conta, porque parte da energia foi consumida na hora e nem passou pelo medidor.
2. Regras que você precisa conhecer: validade, Fio B e prioridade de uso
Validade: cada crédito vale por 60 meses a partir do mês em que foi gerado; depois disso, expira sem indenização. Na prática, um sistema bem dimensionado usa os créditos do verão no inverno e não deixa expirar.
Fio B: para sistemas instalados após janeiro de 2023, a Cemig cobra sobre a energia injetada a parcela do Fio B (60% em 2026). Isso aparece na fatura como uma cobrança separada, mesmo com saldo de créditos.
Ordem de uso: os créditos abatem primeiro o consumo no mesmo posto tarifário e na mesma unidade; o que sobra pode ir para outras unidades cadastradas, na ordem que você definir junto à Cemig.
3. Usar os créditos em outra casa, no sítio ou na empresa
O autoconsumo remoto permite que o sistema instalado em um imóvel abata a conta de outros imóveis do mesmo titular (mesmo CPF ou CNPJ) dentro da área de concessão da Cemig. Exemplos comuns no Sul de Minas: o produtor que gera no sítio e abate a casa na cidade; o comerciante que gera no galpão e abate a loja; a família que gera na casa principal e abate a casa de praia (se for na área da Cemig, o que não é o caso do litoral).
O cadastro das unidades beneficiárias e o percentual de rateio são definidos no processo de homologação e podem ser alterados depois, com solicitação à Cemig. O que não é permitido: vender créditos ou transferir para unidade de outro titular.
Como a Sollivre resolve isso
A Sollivre cuida do cadastro das unidades beneficiárias na homologação e explica, na entrega do sistema, como ler a fatura da Cemig linha por linha: energia injetada, compensada, saldo, Fio B e taxa mínima. Somos de Ouro Fino e trabalhamos na área da Cemig e, nas cidades de SP, na distribuidora local do grupo CPFL, então a fatura que o cliente recebe não tem surpresa.
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Leia também: taxa mínima Cemig · Lei 14.300.
Perguntas rápidas
Quanto tempo valem os créditos de energia da Cemig?
60 meses a partir do mês de geração. Depois disso, os créditos não utilizados expiram.
Posso usar os créditos de energia solar em outro endereço?
Sim, em unidades do mesmo CPF ou CNPJ dentro da área da Cemig, pelo autoconsumo remoto. O cadastro é feito na homologação e pode ser alterado depois.
Por que a geração do meu inversor é maior do que a injeção na conta da Cemig?
Porque parte da energia gerada é consumida na hora, dentro da casa, e não passa pelo medidor. Só o excedente é injetado e vira crédito.